quarta-feira, 26 de junho de 2013

Revista Cultura Siqueirense nº9 (Julho de 2013) - Versão para Download


A Revista Cultura Siqueirense está de volta, e com muitas novidades! Faça o download da versão em PDF da Edição nº 9. Para baixar gratuitamente seu exemplar clique aqui. Confira abaixo o sumário dessa edição:

Giro cultural
- Notícias sobre cultura, pág. 3

Artigos
- Talento: entre o dom e a dedicação, pág. 4
- Manifestações: caminhar sim, mas em que direção?, pág. 5
- Os resultados da Prova ABC, pág. 6

Fique sabendo
- O que foi o Movimento de maio de 68 na França?, pág. 7

Memória siqueirense
- Os primórdios da Colônia Mineira, pág. 8

Especial
- A nova Fundação Cultural Siqueirense, pág. 9

Galeria
- As belas fotografias de Douglas Azevedo, pág. 10

Telinha
- Séries: The Walking Dead e Homeland, pág. 11

Estante
- Dicas de livros, pág. 12

Leitura obrigatória
- Poemas de amor, pág. 13

Desafio cultural
- Teste seus conhecimentos, pág. 15

terça-feira, 18 de junho de 2013

Chamada para a Reunião da Fundação Cultural Siqueirense (18/06/2013)


Atenção!

          A Fundação Cultural Siqueirense convoca todos os membros filiados, e demais interessados, a comparecerem à Reunião que acontecerá no dia 18 de junho de 2013, às 19:30, no Clube Pindorama, onde serão discutidos vários assuntos de interesse à classe artístico-cultural de Siqueira Campos.

Eder Ferreira
Coordenador de Ação Cultural

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Uma nova chance para a Cultura em Siqueira Campos


por Eder Ferreira

Na última sexta-feira, vivemos um momento impar na história de Siqueira Campos. Pela primeira vez, a cultura foi vista não como algo ignóbil, sem valor, apenas como devaneio temerário de alguns insanos afoitos por artes, mas sim, como algo de relevante importância. Na reunião organizada pelo Departamento Municipal de Cultura, vimos, apesar dos debates ocorridos terem destoado do objetivo central, uma mobilização legitima e de grande destaque, em função de nossa luta por uma política cultural real e presente na realidade siqueirense.
Não vou entrar em pormenores sobre os acontecimentos de tal evento. Apenas quero deixar claro que, por mais que possa ter parecido um momento de luxúrias particulares e tentativas arbitrárias de demonstração de poder, os debates que acorreram na noite referida mostram que a cultura está sim sendo levada a sério em nosso município. E não só pelo grande número de pessoas que compareceram, mas principalmente pelo espírito de luta e de inconformismo que pôde ser sentido nos olhos de todos.
O que ficou no final, para muitos dos presentes, ao verem o então Diretor Municipal de Cultura Arnaldo Luska declarar a reunião cancelada, por causa dos argumentos de Alessandro Silva e Pastor Esdras, foi a certeza de que a cultura de Siqueira Campos sofreu mais um golpe, e por isso, retrocedeu mais alguns degraus em sua tortuosa caminhada rumo ao progresso. Entendo isso, e não acredito que tal indignação seja ilegítima, pois partiu da vontade de se construir um sistema político-cultural eficiente em Siqueira Campos. Porém, vejo que os debates acalorados e toda a raiva contida que se seguiu após o cancelamento da reunião demonstrou um sentimento cultural já visto em outras situações de nossa história, como a Semana de Arte Moderna de 22, por exemplo, que, para os contemporâneos de tal evento, não passou de uma piada de mal gosto, mas que, para nós, se tornou um marco intransponível da luta por uma cultura legitimamente brasileira.
Analisando os eventos que culminaram na interrupção dos trabalhos que elegeriam o novo Conselho Municipal de Cultura, vejo que, apesar da frustração da maioria, podemos enxergar tudo isso como mais um oportunidade de se repensar a cultura siqueirense e, mais do que isso, reavaliar o quanto egos feridos e disputas pessoais podem continuar a interferir no avanço de nossa cidade.
Para finalizar, dois recados: aos que comemoraram o cancelamento da reunião, que se sensibilizem por aqueles que só querem ver as coisas acontecerem de verdade e não apenas no papel (ou na lei). E, para os que condenaram o cancelamento da reunião, achando que a cultura regrediu mais um passo, lembrem-se que “para quem está no fundo do poço, só resta subir ao topo”.

terça-feira, 26 de março de 2013

Edital de Eleição para Nova Diretoria da Fundação Cultural Siqueirense


A Fundação Cultural Siqueirense, por meio da Comissão Eleitoral "ad hoc", no uso de suas atribuições, vem, através deste edital, abrir prazo para inscrição de chapas para a eleição de nova diretoria para o biênio 2013/2014, prazo este que se encerrará no dia 1º de abril às 15h00min horas. As inscrições deverão ser feitas através de formulário próprio a ser retirado com Douglas Azevedo pelo telefone (41) 9852-2795 – TIM ou com Silvano Domingues Conceição pelo telefone (43) 9967-7780 – TIM, onde os interessados poderão tirar duvidas ou obter informações.
Desde já fica convocada a Assembleia Geral para o dia 07 de abril na sede social do Clube Pindorama, às 15:00 horas.


Siqueira Campos, 26 de março de 2013.
  

DOUGLAS AZEVEDO
Presidente da Comissão Eleitoral

segunda-feira, 25 de março de 2013

Conselho Estadual de Cultura do Paraná



O Paraná deu um passo importante com a implantação da Lei 17063/12 que cria o CONSEC – Conselho Estadual da Cultura, órgão colegiado integrante da estrutura organizacional básica da Secretaria de Estado da Cultura – SEEC, que tem por finalidade a participação da sociedade na formulação das políticas públicas de cultura do Paraná. 

Os conselheiros titulares que fazem parte do CONSEC são:

Paulino Viapiana (presidente)
Ana Paula Frazão
Antonio Eduardo Navarro Lins
Arildo Sanchez Guerra
Celise Niero
Danilo Oliveira
Denise Sartori
Elenice Mara Matos Novak
Fabricio Luiz de Vitor
Flor de Maria Silva Duarte
Florindo Wistuba Junior
Heliomar Jerry Dutra de Freitas
Janete T. Fernandes de Siqueira
Joaquim Rodrigues da Costa
José Anésio Montini
Josilene Aparecida de Oliveira
Leandro Henrique Magalhães
Marcella Souza Carvalho
Maria José Justino
Marili Silva de Araújo
Maurício Stunitz Cruz
Michelle Bárbara Ferrari
Milton de Chueiri Karam
Moema Libera Viezzer
Nilton Aparecido Bobato
Otavio Zucon
Paulo Henrique Capillé Fernandes
Rafael Felipe Lucas
Rafael Ruteski
Renata Mele
Rodrigo Rafael de Medeiros Martins
Sarah Carolina de Souza Coelho
Solange Straube Stecz
Thereza Christina de Araujo Gutierrez
Valmir Domingos Duarte
Victor Oliveira de Miranda 


Suplentes 

Alaor de Carvalho
Alexandre Alves
Ana Maria Hladzuk
Anna Paula Zétola
Caren Nanci dos Santos
Christine Vianna Baptista
Cícero Pereira de Souza
Claumir Schlottag
Delbrai Augusto Sá
Felipe Alves da Silva
Flávia Ataliria Kuhn
Geslline Giovana Braga
Hélcio Luiz Wendler Kovaleski
Jéferson Ayetta de Miranda
Joseane Zanchi Daher
Juciê Parreira Santos
Julmar Rubens Leardini
Lucia Maria Bueno Mion
Lucilene Santos de Almeida
Luiz Henrique Dias da Silva
Márcia Helena da Silva
Marcio Antonio Machado
Marilene Serenato
Odair Delli Colli
Paulo César de Oliveira
Renan Fernando de França
Ricardo Dellaméa
Rodrigo Guimarães Ferreira do Amaral
Rômulo Daniel Faria
Rosina Coeli Aliche Parchen
Sonia Maria de Castro Singer
Stela Maris da Silva
Tânia Gayer Ehlke
Tânia Regina Piazzetta
Thiago Madruga Monteiro

Fonte: http://www.cultura.pr.gov.br/

sábado, 23 de março de 2013

A legitimidade do poder do povo com relação à cultura

por Eder Ferreira


     O que define a cultura? Existem variadas respostas para essa indagação. Muitos dirão que a cultura pode ser definida pela memória de um povo. Já outros, que a cultura se manifesta por meio das produções artísticas. Outras correntes de pensamento assumem que a cultura é representada pelo idioma, pelos costumes, ou pelo comportamento social de um grupo. E há aqueles que afirmam ser a cultura algo independente da vontade humana, se manifestando sem nossa influência direta, como se tivesse vida própria.
     Não é difícil vermos que a definição mais razoável de cultura seria a soma de todas as atribuições já citadas, além de muitas outras. Porém, seja lá como ela seja definida, uma coisa é certa: a cultura acontece (ou, ao menos, precisa acontecer). Ai vem outra pergunta: quem faz a cultura acontecer? Assim como acontece com a definição, existem várias correntes opinativas. Alguns vão dizer que a cultura é responsabilidade do poder público, por meio do Ministério da Cultura, da Secretaria Estadual da Cultura e do Departamento Municipal de Cultura. 
     Pois bem. É inegável que as esferas que representam a administração pública têm uma série de responsabilidades quanto à cultura. Porém, precisamos nos lembrar de onde vem esse “poder” todo atribuído a tais esferas. Desde que a humanidade aceitou o pacto social de viver em comunhão, sendo regida por regras impostas, chamadas de leis, condicionou-se que tais regras deveriam ser usadas para o bem comum. A utilidade dessas leis é única e exclusivamente evitar que o ser humano volte ao seu estado primal, ou seja, que sucumba aos seus instintos animalescos, e se situe no topo da ordem hierárquica que a racionalidade tanto lhe impõe. 
     Tais regras, ou leis, não surgiram do nada. A grosso modo, foram seres humanos que as criaram, e são seres humanos que as mantém e as modificam ainda hoje. Então, ai vai outra indagação (já com sua devida resposta): de que é feita a sociedade civil, senão de seres humanos, racionais, que vivem irremediavelmente perante os braços da lei! Se existe uma atribuição de que o poder público deva fazer a cultura acontecer, e tal poder emana do povo, que nada mais é que a espécie humana em sua primazia de direitos legalmente impostos, se faz justo que a sociedade civil, formada pelo povo, também pegue para si essa atribuição, e faça a cultura acontecer. 
     Evidente que, a primeira vista, tal argumento pode parecer infundado, pois as artes estão obviamente difundidas em cada canto do planeta. Porém, o que deve ser discutido aqui não é a capacidade do povo de usar sua criatividade artística e cultural, mas a sim a oportunidade de se manifestar nesse âmbito. Enquanto alguns gozam de seus direitos de poderem mostrar sua arte, tantos outros ficam a mercê de um sistema que privilegia o capital, e não a criatividade.
     Em outras palavras, seja um membro do poder público ou um artista de rua, todos são responsáveis pela cultura acontecer. Afinal, por mais variedades sociais que possam existir, no final das contas, somos todos seres humanos, com as mesmas capacidades culturais e regidos pelas mesmas leis, nem que seja só no papel.