quarta-feira, 27 de junho de 2012

Inscrições abertas para o FEMUP 2012

         A Fundação Cultural de Paranavaí  está com inscrições abertas para o 47º Festival de Música e Poesia de Paranavaí (FEMUP), no Noroeste do Paraná, que será realizado nos dias 16 e 17 de novembro no Teatro Municipal Dr. Altino Afonso Costa.
Para participar, basta baixar o regulamento e a ficha de inscrição no site www.novacultura.com.br, anexar uma música, conto ou poema autoral inédito e enviar para o e-mail femup@hotmail.com.
“De cada autor, vamos aceitar somente uma obra por categoria”, explica o diretor cultural Amauri Martineli, lembrando que só participarão do festival os trabalhos enviados por e-mail. Enquanto os contos não podem ultrapassar dez páginas os poemas não têm limite de tamanho. Já as músicas precisam ser enviadas no formato mp3.
Este ano, serão selecionadas 24 músicas; 12 da fase regional, que contempla os municípios da Amunpar, e 12 da fase nacional. Na categoria poesia, serão três trabalhos classificados da fase regional e nove da nacional. Já na modalidade conto, serão escolhidas três obras regionais e cinco nacionais.
Os benefícios do FEMUP incluem hospedagem, alimentação, troféu, dez antologias, três CDs e ajuda de custo no valor de R$ 1 mil para os participantes da fase nacional. “Já os artistas da regional vão receber R$ 500”, destaca o presidente da Fundação Cultural de Paranavaí, Paulo Cesar de Oliveira.
Com uma história de 46 anos, o FEMUP é um dos festivais mais tradicionais e antigos do Brasil e todos os anos reúne centenas de artistas de todo o país em Paranavaí.
Para mais informações, basta ligar para (44) 3902-1128.

Atenção!!! SERÃO ACEITAS SOMENTE POR E-MAIL até o dia 24 de agosto

Para download do regulamento, clique aqui.
Para download da ficha de inscrição, clique aqui.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Vida de escritor


Sempre que inicio um novo trabalho literário, seja um texto, ou mesmo um livro, um milhão de coisas passam pela minha mente (hipérbole descarada!). Penso se alguém irá gostar, ou ao menos ler, aquilo que escreverei. Analiso os pormenores desse oficio fatídico. Pergunto-me se não estaria prestes a perder uma parcela valiosa de meu tempo. Ou seja, não penso em nada que preste.
Depois, de tanto torrar neurônios à toa, começo então a escrever. As palavras vão surgindo. Se for um poema, tenho que digladiar com minha criatividade, para ver se arranco dela alguma metáfora ou algum lirismo ponderado. Se for um texto em prosa ficcional, tipo um conto, ou mesmo não ficcional (como esse que agora você lê), tento trabalhar as palavras de maneira a solidificar a aquosidade das ideias que teimam no caos de meu cérebro já cansado.
Veja então, meu caro leitor, o quanto é difícil escrever. Se ainda não viu dificuldades, pense nos vestibulandos. Quantos se preparam por meses, ou até anos, para esbarrarem na famosa e temida redação. Montar um texto que agrade a banca examinadora não é tarefa fácil. Agora, imagine meu caso, onde tenho que agradar uma banca ilimitada, formada por pessoas que não tem a menor obrigação de ler quaisquer linhas que me atrevo a escrever. E, ao invés de notas, essa banca dá apenas pitacos. Ao invés de aprovação, a confiança necessária para vasculharem as prateleiras de uma livraria ou biblioteca atrás de um livro meu. E, ao invés de reprovação, a pior de todas as punições: o desdém.
Mas, a pior parte, vem assim que o texto, ou livro, fica pronto. O que fazer? Publicar o texto na internet? Sair atrás de patrocínio para o livro? Só resta caçar algum concurso literário que dê como prêmio a tão sonhada publicação, ou uma boa grana.
Escrever não é oficio para qualquer um. O peso é grande. A responsabilidade também. As únicas coisas pequenas são o dinheiro e o reconhecimento. Ah, e a vontade de desistir.  

Eder Ferreira é escritor e editor da Revista Cultura Siqueirense. Para conhecer mais seu trabalho literário acesse http://ederliterato.blogspot.com.br/

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Inscrições abertas para o primeiro Prêmio Paraná de Literatura

A Secretaria de Estado da Cultura, por meio da Biblioteca Pública do Paraná, abre as inscrições para o Prêmio Paraná de Literatura 2012. Em sua primeira edição, o concurso vai selecionar livros inéditos em três categorias que homenageiam figuras importantes da literatura paranaense: Romance (prêmio Manoel Carlos Karam), Contos (prêmio Newton Sampaio) e Poesia (prêmio Helena Kolody).
O vencedor de cada categoria receberá R$ 40 mil e terá sua obra publicada pela Biblioteca Pública do Paraná, com tiragem de mil exemplares. Os premiados também receberão 100 cópias de seus livros. As obras concorrentes serão avaliadas por uma comissão julgadora formada por um presidente e nove membros (três em cada categoria).
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até 31 de agosto de 2012. O resultado será divulgado na primeira quinzena de dezembro.
Maiores informações pelo site www.cultura.pr.gov.br

terça-feira, 19 de junho de 2012

Uma viagem pelas obras de Jefferson Cesar

Texto publicado na edição nº 1 da Revista Cultura Siqueirense (Março de 2012), na seção "Galeria"

Nascido no ano de 1932, em Siqueira Campos, Jefferson Cesar foi um importante artista Plástico paranaense. Radicado em Curitiba desde os 15 anos, criou belas obras, como pinturas e esculturas, que hoje em dia podem ser apreciadas no Museu Histórico de Siqueira Campos. Apesar de ter falecido em 1981, Jefferson ainda nos encanta, com sua arte cheia de beleza e significados. Confira, abaixo, algumas de suas obras:



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Trecho de "Sermão do bom ladrão", de Padre Antônio Vieira

"Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício: porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres."


Sobre o autor

Padre António Vieira  (Lisboa, 6 de fevereiro de 1608 — Salvador (Bahia), 18 de julho de 1697) foi um religioso, escritor e orador português da Companhia de Jesus. Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu infatigavelmente os direitos humanos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi). António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição. Na literatura, seus sermões possuem considerável importância no barroco brasileiro e português. As universidades frequentemente exigem sua leitura.

Hino de Siqueira Campos

LETRA: JOAQUIM VICENTE DE SOUZA
MUSICA: FREI GABRIELÂNGELO
Siqueira Campos eu canto tua glória
Teus feitos heróicos, tua gente genial
Colônia Mineira começas a história
Augusta Siqueira não tem outra igual (bis)


Pioneiros traçaram tua trajetória
Das Minas Gerais ao serás matagal
Audazes, lutando e sem meritória,
Fizeram de ti minha cidade, o ideal.
Siqueira Campos eu canto tua glória
Teus feitos heróicos, tua gente genial
Colônia Mineira começas a história
Augusta Siqueira não tem outra igual (bis)
No teu centenário, registras a memória
Avanço arrojoso no fim material
Coroando, ao fim, que é mais meritória,
Tua fé religiosa no Cristo Imortal.
Siqueira Campos eu canto tua glória
Teus feitos heróicos, tua gente genial
Colônia Mineira começas a história
Augusta Siqueira não tem outra igual (bis)
Assim avante, sus! Na senda da glória
Ao destino dos fortes, ao fim triunfal!
Que teu sangue de heróis conduz a vitória
Bravos Siqueirenses! De fibra e moral.
Siqueira Campos eu canto tua glória
Teus feitos heróicos, tua gente genial
Colônia Mineira começas a história
Augusta Siqueira não tem outra igual (bis)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Beatles, de 70 a 81?

Texto publicado na edição nº 10 (Fase antiga) da Revista Cultura Siqueirense (Maio de 2010), na seção “Artigos”

Todo mundo sabe que a banda The Beatles, o maior fenômeno musical da história, teve seu fim anunciado em 1970, e que seus integrantes, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star, ingressaram em carreiras solos. Porém, alguns beatlemaniacos,  inconformados pelo fim da banda, criaram uma discografia fictícia, como se os Beatles tivessem continuado juntos até 1981. A ideia foi usar as musicas que os ex-beatles gravaram nesse período. Como eles sempre tiveram autonomia para compor da maneira que quisessem (muitas canções que levam os nomes de Lennon e McCartney, por exemplo, eram de apenas um deles), os responsáveis pela escolha das musicas acreditam que o resultado se aproxima  muito dos possíveis álbuns lançados,   caso a banda não tivesse se separado. Um exemplo seria o disco fictício Give Peace a Change, de 1970, onde foram reunidos alguns b-sides da banda (musicas que não foram lançadas em álbuns), além de musicas compostas por eles logo após o fim da banda. Até capa eles criaram, como você pode ver logo acima. Confira a discografia completa e baixe os álbuns pelo blog beatles7081.blogspot.com