Publicado na edição nº 9 da Revista Cultura Siqueirense (Julho de 2013), na seção "Galeria"
terça-feira, 16 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Conselho Municipal de Cultura é regulamentado pela Câmara de Vereadores
Foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Siqueira Campos, em seção extraordinária do dia 09/07/2013, a redação substitutiva referente ao Projeto de Lei nº 099, de 2013, qual dá nova redação ao art. 7º da Lei Municipal nº 825/2013 que "Instituiu o Sistema Municipal de Cultura de Siqueira Campos":
"Art.
1º
- O artigo 7º da Lei nº 825/2013 passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 7º - O Conselho Municipal
de Política Cultural - CMPC será constituído por 22 (vinte e dois) membros
titulares e igual número de suplentes, com a seguinte composição:
I – 11 (onze) membros titulares
e respectivos suplentes representando o Poder Público, através dos seguintes
órgãos e quantitativos:
a) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Cultura;
b) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Habitação Urbana e Rural;
c) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Departamento Municipal de Planejamento;
d) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Departamento Municipal de Meio Ambiente;
e) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Departamento Municipal de Indústria e Comércio;
f) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Departamento Municipal de Fazenda;
g) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Esporte;
h) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Assistência Social;
i) 1 (um) representante do Departamento Municipal
de Educação;
j) 1 (um) representante do Poder Legislativo;
k) 1 (um) representante do Poder Judiciário.
II – 11 (onze) membros
titulares e respectivos suplentes, representando a sociedade civil, através de
membros indicados pela sociedade organizada, das seguintes instituições e
quantitativos:
a) 1 (um) representante do CTG Porteira Aberta;
b) 1 (um) representante da Associação Movimento
Social, Artístico e Cultural Rádio Comunitária Alternativa FM de Siqueira
Campos;
c) 1 (um) representante da Fundação Cultural São
Francisco de Assis;
d) 1 (um) representante da APAE;
e) 7 (sete) representantes da Fundação Cultural
Siqueirense, sendo 1 (um) representante para cada área de representação (artes
cênicas – audiovisual – música - artes visuais e artes digitais e eletrônicas -
patrimônio cultural – humanidades – artes integradas), conforme a Portaria 116
de 29 de novembro de 2011 do Ministério da Cultura que regulamenta os segmentos
culturais.
§ 1º Os membros titulares e
suplentes representantes do Poder Público serão designados pelos respectivos
órgãos e os representantes da sociedade civil organizada serão eleitos segundo
regras estipuladas por cada instituição, sempre em conformidade com os parágrafos
2º e 3º do artigo 6º.
§ 2º O Conselho Municipal de
Política Cultural - CMPC deverá eleger, entre seus membros, o Presidente e o
Secretário-Geral com os respectivos suplentes.
§ 3º Nenhum membro
representante da sociedade civil, titular ou suplente, poderá ser detentor de
cargo em comissão ou função de confiança vinculada ao Poder Executivo do
Município;
§ 4º Ficam impedidos de
beneficiar-se de recursos do Fundo Municipal de Cultura, os membros do Conselho
Municipal de Cultura e seus dependentes e familiares até 2º grau, bem como as
pessoas jurídicas das quais estes membros façam parte, na condição de titular
ou sócio;
§ 5º O Presidente do Conselho
Municipal de Política Cultural - CMPC é detentor do voto de Minerva.
Art.
2º
- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação."
JUSTIFICATIVA
Senhor Presidente,
Senhores Vereadores:
A
emenda apresentada é uma solicitação da classe artística local e tem como
principal objetivo assegurar a participação popular por meio da sociedade civil
organizada, garantindo caráter independente, democrático, verdadeiramente
representativo e isonômico à escolha de seus representantes.
O
Conselho Municipal de Cultura tem caráter consultivo, deliberativo, normativo e
fiscalizador, e como tal, deve esmerar-se pelo controle social, garantia esta
impingida pela Constituição Federal de 1988.
Esta
emenda procura atender o próprio texto da Lei 825/2013, que em seu art. 6º, §
2º, assevera que os representantes da sociedade civil deverão ser eleitos
democraticamente pelos seus respectivos segmentos.
Busca
também garantir transparência às decisões do Conselho, uma vez que proíbe o
acesso aos recursos do Fundo Municipal de Cultura, daqueles que compõem o
Conselho Municipal de Cultura.
Sendo o
que tinha, reitero meus protestos de estima e consideração a Vossa Excelência e
demais colegas vereadores.
Siqueira
Campos, 09 de julho de 2013
Aloísio
Torres Guerra
Vereador
ANEXO
Para
facilitar o entendimento, segue abaixo especificação sobre cada uma das áreas e
seus respectivos segmentos culturais. (Rol exemplificativo)
Áreas/Segmentos
Artes Cênicas
Circo,
Dança (hip hop, balet, sapateado, dança de rua...), Ópera, Teatro (teatro de
rua, teatro de arena, marionetes...), Mímica.
Artes Visuais e artes
digitais e eletrônicas
Fotografia, Artes Plásticas (artes gráficas,
gravura, cartazes e filatelia), Grafite, Design e Moda
Audiovisual
Cinema,
Vídeo, Rádio e Televisão educativas não comerciais, Jogos Eletrônicos
Humanidades
Biblioteca
(acervos bibliográficos), Literatura (infantil, infanto-juvenil, cordel,
contos, redação...)
Música
Música
Erudita, Música Instrumental, Música Popular, Orquestra, Banda
Patrimônio Cultural
Museu,
Arquitetura, Cultura Afro-Brasileira, Cultura Popular (artesanato, folclore,
culinária, lendas...), Cultura Indígena, Culinária e outros patrimônios
imateriais, História
Artes Integradas
Carnaval
(reúne a dança, o teatro, a música, artes visuais, artes plásticas, história,
etc...)
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Manifestações: caminhar sim, mas em que direção?, por Eder Ferreira
Publicado na edição nº 9 da Revista Cultura Siqueirense (Julho de 2013), na seção "Artigos"
“O gigante acordou!”. É isso que se lê em editoriais,
tanto em veículos de comunicação impressos como na internet. Para quem não sabe
(o que é impossível, a não ser que estivesse em uma ilha deserta), tal frase se
refere às recentes manifestações que estão tomando as
ruas das grandes
cidades brasileiras (e de algumas pequenas também, mas com menor
ênfase).
É inegável que os protestos são de suma importância,
já que a grande maioria dos manifestantes luta por melhorias que afetem a vida
dos brasileiros em geral.
Porém , há uma parcela que vai às ruas apenas para vandalizar,
saquear lojas, entre outros atos criminosos, o que destoa do objetivo principal
das manifestações. Mas, há ainda uma outra questão. Se perguntarmos para dez
pessoas em uma manifestação de grande porte, como as de São Paulo, cada uma
dirá que está protestando contra uma coisa especifica. “Aumento das tarifas em
transportes públicos”, “Corrupção”, “Autos gastos com estádios”, e mais uma
série de reclamações. O que falta para os manifestantes, ao meu ver, é foco.
Não dá para pedir tudo de uma vez. Vale a pena lembrar que o Brasil tem no
papel mais de 500 anos, mas que como nação mesmo, existimos a exatos há 191
anos. Mesmo que consideremos os anos de dominação portuguesa, pouco se viu de avanços
em questões de ordem social conquistados por meio de manifestações. O povo
brasileiro não tem o hábito histórico de se revoltar contra o governo de
maneira uniforme e focada. Tivemos sim, várias revoltas, como a Guerra dos
Farrapos, por exemplo, mas que foi com objetivos bem diferentes dos atuais. No
século 19, estouraram vários movimentos, mas com metas separatistas, ou seja,
querendo dividir o pais em varias nações menores.
Hoje não. O que estamos vendo é a revolta de um povo
que quer uma vida melhor. O caminho é longo, e precisa sim ser percorrido. Mas
a pergunta que deve ser feita é: qual direção temos que seguir? E mais
importante ainda: que caminho seguir se tudo der errado?
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Revista Cultura Siqueirense nº9 (Julho de 2013) - Versão para Download
A Revista Cultura Siqueirense está de volta, e com muitas novidades! Faça o download da versão em PDF da Edição nº 9. Para baixar gratuitamente seu exemplar clique aqui. Confira abaixo o sumário dessa edição:
Giro cultural
- Notícias sobre cultura,
pág. 3
Artigos
- Talento: entre o dom e a
dedicação, pág. 4
- Manifestações: caminhar
sim, mas em que direção?, pág. 5
- Os resultados da Prova ABC,
pág. 6
Fique sabendo
- O que foi o Movimento de
maio de 68 na França?, pág. 7
Memória siqueirense
- Os primórdios da Colônia
Mineira, pág. 8
Especial
- A nova Fundação Cultural
Siqueirense, pág. 9
Galeria
- As belas fotografias de
Douglas Azevedo, pág. 10
Telinha
- Séries: The Walking Dead e Homeland, pág. 11
Estante
- Dicas de livros, pág. 12
Leitura obrigatória
- Poemas de amor, pág. 13
Desafio cultural
- Teste seus conhecimentos, pág. 15
terça-feira, 18 de junho de 2013
Chamada para a Reunião da Fundação Cultural Siqueirense (18/06/2013)
Atenção!
A Fundação Cultural Siqueirense convoca todos os membros filiados, e demais interessados, a comparecerem à Reunião que acontecerá no dia 18 de junho de
2013, às 19:30, no Clube Pindorama, onde serão discutidos vários assuntos de
interesse à classe artístico-cultural de Siqueira Campos.
Eder Ferreira
Coordenador de Ação Cultural
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Uma nova chance para a Cultura em Siqueira Campos
por Eder Ferreira
Na última
sexta-feira, vivemos um momento impar na história de Siqueira Campos. Pela
primeira vez, a cultura foi vista não como algo ignóbil, sem valor, apenas como
devaneio temerário de alguns insanos afoitos por artes, mas sim, como algo de
relevante importância. Na reunião organizada pelo Departamento Municipal de
Cultura, vimos, apesar dos debates ocorridos terem destoado do objetivo
central, uma mobilização legitima e de grande destaque, em função de nossa luta
por uma política cultural real e presente na realidade siqueirense.
Não vou entrar
em pormenores sobre os acontecimentos de tal evento. Apenas quero deixar claro
que, por mais que possa ter parecido um momento de luxúrias particulares e
tentativas arbitrárias de demonstração de poder, os debates que acorreram na
noite referida mostram que a cultura está sim sendo levada a sério em nosso
município. E não só pelo grande número de pessoas que compareceram, mas
principalmente pelo espírito de luta e de inconformismo que pôde ser sentido
nos olhos de todos.
O que ficou no
final, para muitos dos presentes, ao verem o então Diretor Municipal de Cultura
Arnaldo Luska declarar a reunião cancelada, por causa dos argumentos de
Alessandro Silva e Pastor Esdras, foi a certeza de que a cultura de Siqueira
Campos sofreu mais um golpe, e por isso, retrocedeu mais alguns degraus em sua
tortuosa caminhada rumo ao progresso. Entendo isso, e não acredito que tal
indignação seja ilegítima, pois partiu da vontade de se construir um sistema
político-cultural eficiente em Siqueira Campos.
Porém , vejo que os debates acalorados e toda a raiva contida
que se seguiu após o cancelamento da reunião demonstrou um sentimento cultural
já visto em outras situações de nossa história, como a Semana de Arte Moderna
de 22, por exemplo, que, para os contemporâneos de tal evento, não passou de
uma piada de mal gosto, mas que, para nós, se tornou um marco intransponível
da luta por uma cultura legitimamente brasileira.
Analisando os
eventos que culminaram na interrupção dos trabalhos que elegeriam o novo Conselho Municipal de Cultura, vejo
que, apesar da frustração da maioria, podemos enxergar tudo isso
como mais um oportunidade de se repensar a cultura siqueirense e, mais do que
isso, reavaliar o quanto egos feridos e disputas pessoais podem continuar a
interferir no avanço de nossa cidade.
Para
finalizar, dois recados: aos que comemoraram o cancelamento da reunião, que se
sensibilizem por aqueles que só querem ver as coisas acontecerem de verdade e
não apenas no papel (ou na lei). E, para os que condenaram o cancelamento da
reunião, achando que a cultura regrediu mais um passo, lembrem-se que “para
quem está no fundo do poço, só resta subir ao topo”.
terça-feira, 11 de junho de 2013
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