sexta-feira, 27 de julho de 2012
Centro de Educação Infantil incentiva leitura entre pais e filhos
Publicado na edição nº 3 da Revista Cultura Siqueirense (Julho de 2012), na seção "Fazendo e acontecendo"
Com o objetivo de incentivar a leitura, disseminar a
cultura e estimular o desenvolvimento, o Centro Municipal de Educação Infantil
Nascente do Sol em
Siqueira Campos lançou o projeto “Era Uma Vez”. Idealizado
pela equipe pedagógica, o projeto começou com visitas dos alunos na Biblioteca Municipal e
na feira do livro promovida pelo Colégio Dom Bosco. O incentivo a leitura e a
contar histórias para as crianças é o ponto alto do projeto que além do
trabalho na escola é complementado pelos pais que também participam. O material
didático foi desenvolvido pelos professores que confeccionaram bolsas
estilizadas que contem três livros de histórias infantis e mais um caderno de
relatos onde os pais informam qual história foi lida, em que momento foi feita
a leitura e como foi a experiência. As bolsas são levadas pelos alunos no final
da aula e devolvidas no dia seguinte para que seja feito um rodízio do material
e todos participem. De acordo com a Diretora Silvia Adriana dos Santos, além da
recreação a leitura enriquece as experiências desenvolvendo novas formas de
linguagem, ampliando o vocabulário, formando o caráter, desenvolvendo a
confiança na força do bem, proporcionando a ela viver o imaginário. Outro ponto
de destaque do projeto de acordo com Silvia Adriana é o contato maior entre
pais e filhos que em virtude deste compromisso ficam mais tempos juntos e
acabam estimulando pelo exemplo, pois as crianças vêem os pais lendo e ficam
mais interessadas em
leitura. A Diretora coloca ainda que de acordo com os relatos
anotados pelos pais o projeto é tão envolvente que na maioria das vezes as
crianças gostam tanto que pedem para que seja feita a leitura dos outros livros
que estão na bolsa. Desenvolver o interesse e o hábito pela leitura é um
processo constante, que começa muito cedo, em casa, aperfeiçoa-se na escola e
continua pela vida inteira. O projeto “Era Uma Vez” vem sendo um dos atrativos
neste Centro de Educação Infantil e as crianças sempre ficam na expectativa de
chegar o seu dia de levar a bolsa pra casa.
Fonte:http://www.siqueiracampos.pr.gov.br/index_arquivos/Page332.htm
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Loja de Artesanato "Lar do Menor Siqueirense"
Publicado na edição nº 3 da Revista Cultura Siqueirense (Julho de 2012), na seção "Galeria"
Para quem gosta de artesanato, ai vai uma dica muito
legal. A Loja de Artesanato “Lar do Menor Siqueirense”, que fica na Rua
Marechal Deodoro, nº 386, tem uma grande quantidade de itens a venda. Feitos
pelas funcionarias, por voluntárias, e até por alguns alunos, os artesanatos
são vendidos por preços populares, e toda a receita vai para ajudar o Lar do
Menor, que há anos vem dando educação, alimentação e carinho a várias crianças
siqueirenses. Entre as obras estão toalhas de banho e de mesa, panos de prato,
tapetes, enfeites, bolsas, além de outros itens. O horário de funcionamento é
de segunda a sexta, das 13:00 às 16:30 e aos sábados, das 8:00 às 12:00. Para
maiores informações: www.lardomenorsiqueirense.com.br.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
A Imagem da Fé
Por Eder Ferreira
Como siqueirense de nascimento e de criação que sou, não posso negar a
importância cultural que o Bom Jesus da Cana Verde emana. Todos os anos, no mês
e agosto, Siqueira Campos celebra a festa em homenagem ao seu padroeiro e
protetor. Os festejos, que ocorrem em torno do santuário que abriga a imagem do
Bom Jesus, atraem milhares de romeiros e fieis, além de outras pessoas, que comparecem
apenas pela festa.
A história da imagem do
Bom Jesus da Cana Verde já foi contada em um filme. Intitulado “Senhor Bom
Jesus”, o filme mostra a origem da imagem e sua chegada a Siqueira Campos. Mas,
antes de começar meu relato sobre essa história, gostaria de relembrar a origem
primordial de tudo isso.
Não se pode esquecer que
toda essa história teve inicio a muitos anos. Numa região árida, chamada Judéia,
um homem desafiou o império romano e os sacerdotes judeus. Condenado a morte,
teve vários momentos de suplício. Porém, houve um em que a dor não foi o ponto
central. A humilhação também fazia parte do doloroso processo de crucificação.
Assim, com uma coroa de espinhos na cabeça, um manto vermelho nas costas e uma
vara de caniço nas mãos, os soldados romanos o insultavam, proclamando-o como o
rei dos judeus.
Esse relato, que está
documentado nos quatro evangelhos, mostra uma cena bastante triste, mas também
de grande coragem e devoção. Muitos anos depois, alguém teve a idéia de
esculpir esta cena, para mostrar todo o sofrimento e a angústia de Cristo. Foi
dessa forma que surgiu a imagem o Bom Jesus da cana verde. Mas, a história da
imagem não é tão clara quanto a de Jesus em sua paixão. Apesar de existir um
eixo central, que cita fatos semelhantes em cada relato, é difícil conseguir
uma resposta certeira sobre a origem da imagem. Todas as versões giram em torno
de um escravo, que teria cometido algum crime e, para não ser castigado
por seu dono,
fugiu para a
mata. A partir daí, a
história toma rumos diferentes. Uma das versões diz que o tal escravo teria
sido a autor da imagem, esculpindo-a enquanto esteve escondido na mata, e teria dado a escultura
de presente para seu dono que, ao ver a imagem, teria perdoado e alforriado o
escravo. Outra versão diz que, após horas de oração, a imagem apareceu
milagrosamente para o escravo.
Porém, a versão mais
aceita é a de que a imagem teria sido esculpida por um aluno do mestre Antonio
Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho. A tese é sustentada pelo
estilo e pelas técnicas empregadas na escultura. Aleijadinho foi um escultor
que viveu na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Suas obras podem ser vistas em
vários locais turísticos da cidade histórica. Há quem acredite ainda que a
imagem do Bom Jesus tenha sido esculpida pelo próprio Aleijadinho.
É claro que, por mais
que se tente descobrir a verdadeira origem da imagem, isso não tem a menor
importância para quem é devoto do Bom Jesus. Nenhum fiel fica se preocupando
com questões do tipo “Quem fez?” ou
“Quando foi feita?”. O importante é que a fé não se mede por provas ou
documentos históricos, mas sim por ações e palavras.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Uma festa para todos os gostos
Por Eder Ferreira
Festa de agosto*, que coisa boa. Como essa
cidade fica cheia. Vem gente de todo lado, São Paulo, Minas Gerais, Santa
Catarina, sem falar dos romeiros paranaenses. É claro que o ponto de maior
importância da festa ainda é a religiosidade. As missas, sob os pés do Bom
Jesus, mexem com a fé de todos os devotos que por aqui passam. Não à toa, a
festa do Senhor Bom Jesus da cana verde é uma das mais tradicionais do estado.
Mas, não dá para falar em festa sem o show
particular das barracas de camelôs. Tem de tudo. Roupas, brinquedos,
eletroeletrônicos, sem falar nos comes e bebes. Alguns camelôs são mais calmos,
preferem vender seus produtos de forma mais silenciosa. Porém, existem aqueles que fazem sua própria
publicidade. Gritam aos quatro ventos sobre as maravilhas de suas mercadorias.
São um espetáculo a parte.
O parque é outra atração interessante. E
se engana muito quem acha que apenas a criançada é que se diverte. O que tem de
marmanjo perdendo a compostura e dando gargalhadas espalhafatosas de alegria ao
quase ser jogado para fora do carrinho de batidas!
A cidade se transforma. Não há coisa
igual. Por isso, se você, caro leitor, ainda não conhece nossa afamada festa de
agosto, sinta-se convidado. E, se você já conhece, sabe do que estou falando.
Acontece de tudo numa festa dessas. Certa
vez, vi uma caso bastante interessante. Um moleque passou correndo próximo a
uma barraca de cocadas e, acabou por surrupiar um doce que estava em amostra. O dono da
abarraca percebeu, e saiu correndo atrás do moleque. Quando o menino chegou na
porta do Santuário, o homem lhe alcançou.
- Moleque, se tava com fome, porque não
pediu uma cocada? Eu dava!
Mas, o menino não respondeu.
- Vamo moleque, fala...
- Ele não sabe falar, é mudo – disse uma
voz.
O camelô olhou para o lado e viu uma
mulher bem apresentável, com vestido preto e óculos escuros.
- A senhora conhece o moleque? – perguntou
o homem.- Vi ele ali em
cima. Conversei com a mãe dele – respondeu a mulher, e
continuou – pode deixar, eu pago a cocada.
A mulher pagou o doce, e o menino saiu
correndo, sumindo por entre as pessoas que circulavam pela festa.
Por mais simples e comum que essa história
possa parecer, ela carrega uma questão. Porque aquela mulher deixou todas as
atrações que mencionei no inicio do texto para ajudar um menino? Só por que ele
era mudo? Quem sabe. O fato é que prefiro acreditar no efeito mágico da festa.
Na religiosidade que emana por entre as barracas. Prefiro ter esperança. Ao
menos isso temos que ter. A mesma esperança que faz o camelô vir todos os anos
para a festa, que fez a mulher bem vestida ter compaixão do menino pobre, e que
faz daquele moleque um exemplo de como até a festa de agosto, com todo seu esplendor,
tem um lado menos agradável, como tudo na vida.
Infelizmente, as coisas são assim. Se
existe algo bom, também haverá um lado ruim. Não podemos nos esquecer desse
lado mais drástico da vida, mas sem nunca deixar de aproveitar o lado alegre e
descontraído.
E
aí, de que lado você está?!
* Como é conhecida a Festa do Senhor Bom da Cana Verde, que
acontece todos os anos no inicio do mês de agosto, em Siqueira Campos,
Paraná
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Quadrinhos
Publicados na edição nº 1 da Revista Cultura Siqueirense (Março de 2012), na seção "Leitura obrigatória"
(Para melhor visualização, clique nas imagens)
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